A ÚLTIMA DANÇA
Se é lenda ou verdade,
Eu não quero ver pra crer.
O que eu vou contar aqui
Faz o corpo estremecer!
E, aquele que acreditar,
Com certeza vai temer.
Peço aos Deuses do Cordel
Que me guiem neste
escrito,
Pra que tudo o que ouvi
Possa escrever sem
conflito,
Que não falte inspiração,
Pra explicar o que foi
dito.
Reza a lenda da cidade
Que não houve um só chiste
Que arrancasse um sorriso
Daquela menina triste
Que caiu na maldição
De uma Távola de Riste.
Delamares era linda,
Desde o dia em que nasceu;
Mas seu pai jogava muito,
Tudo o que tinha, perdeu.
Sua mãe morreu de parto,
Com a madrasta ela
cresceu.
Teve infância muito curta,
Trabalhando desde cedo;
Lavava roupa na fonte,
Chamada de Arvoredo.
Logo aprendeu a ser forte
E de nada tinha medo.
Sem motivos pra sorrir,
Perdeu toda a vaidade:
Nos cabelos tinha um lenço
Para mais comodidade;
Foi chamada de sisuda
Pelo povo da cidade.
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